terça-feira, 15 de setembro de 2009

Reverso



"O silêncio débil que transforma os momentos em dias,
e os dias em séculos.
Existe algo tentando quebrar o silêncio desta noite.
É uma voz que não se entende.
Vejo seres, muitos... mas não os tenho, não os quero.
Minha cabeça como uma bomba, pulsando.
Alimentando cada minuto com visões desorientadas e irreais,
talvez não tão irreal assim...
Mas continuo observando tudo.
Não há nada de novo.
Nada comigo.
Nem sons.
Nem imagens.
Nem movimentos.
Só uma combinação de sombras e luzes.
O suor continua me molhando.
Minha cabeça continua pulsando numa dor esmagadora.
Solidão.
Como se vive? Ou sobrevive?
Qual camuflagem usar quando meu Anjo perguntar qual a cor do meu dia?
Minha noite é negra, especial.
Mas meu dia é uma mistura, às vezes rubra, não sei que cor tem."
Neiva Corrêa
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3 comentários:

fiori esaú ferrari disse...

Putz, que texto bom!!! É seu? tá esperando o quê, mulher...? mostrei a foto pro zeppe. ele disse que vc não conta nada pra ele.Lá, lá, lá, láááá Beijos, Nê.

Lia Maria disse...

Escondendo o brilho desse metal reluzente que perfura a gente que nem gilete ou canivete no campo aberto duma existencia até então pacata. Vem tipo western, levantando poeira na vila...

Sobre o tempo de que fala seu poema, eu reparei que seu texto visualmente parece uma ampulheta!!!

Beijos!

Luiz Claudio disse...

Foto e texto proprios.
Parabéns Neiva !!!
Senti um tom de Joy Division. ótimo.