domingo, 25 de julho de 2010

Caminho em triste lamento

Sinto o frio que me adormece as mãos,

O peito.

E sinto a água que arrefece as sílabas

Do verso.

Sinto a palavra que me comove

O facão.

Há cortes que eu quisera na vida

E que arremessam longe

O tronco do ipê

Cerrado.

Ontem andei num canto sem norte.

Hoje me aborrece o caminho.

E no passo que dou

Sou mouco em palavra,

Lágrima

Ou água.

Essa água que inunda tanto,

Enquanto estou

Criança

No vento

Da terra que me pôs gente

E que faz minha poesia

Falha e

Sem aplauso.

Um comentário:

aline disse...

Tá tão bonito.