terça-feira, 17 de novembro de 2009

Uhuru (palavra para dizer Liberdade, em yorubá)

(Para a geografia do menino, e à memória de suas marcas no chão.)


Vestido com as armas de Jorge
Estilete com dois lados.

Assim é a roupa que separa
Classifica e disfarça.

O respeito de pai não se herda.
Mas tomam o sangue do povo na taça.

E em todo proletário em guerra se tem uma ameaça.
Pois a fome não se cala.

Nos classificam, nos denominam, nos separam por raça.
Mas há os que não se abaixam.

Os pratas da casa que pregam a palavra pra conter a arma.
- e com o intuito do guerrilheiro que usa a alma e a espada.

Há um detalhe que não passa: a farda.

Somos um lado da guerra
E de predadores temos tudo.

A maldade, o sofrimento, as armas
e a raiva da caça.

Ferréz.

Um comentário:

fiori esaú ferrari disse...

Fê, se há horas que eu tenho vontade de chorar... as horas são essas... mas é choro bom, de humanidade.