sábado, 29 de maio de 2010

Contraste



semeie flores... colherá o perfume. semeie carinho... colhera amizade. semeie sorrisos... colhera a alegria. semeie a verdade... colhera a confiança. semeie a vida... colhera milagres. semeie a fé... colhera certezas. semeie o amor... colhera a felicidade...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

diálogo de loucos não: amistoso no frio

Olha só,
foi um escancaro.
Parto-cesária da palavra na garganta

(agora é a fenda, a escada de incêndio)

Antes eu estava dispensando resposta
e a pergunta.
Bastava
a idéia,
o nome
(o corpo, a cor e
a própria polpa)
do poema
fruta-pão tão volúvel e tão onívora.

Era uma saudade
Um guincho ou gemido
aguardando
no ouvido, que desembocava em coisa
díspar e idem.
Uma eclosão, uma emergência.

(pois se longe das mãos, as pessoas, os poemas eram o jeito que eu tinha).

Mas
se o redemunho que constrói é a gente, a calmaria também
(na poesia)





terça-feira, 25 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

Domingo Melancólico


Gloomy Sunday (Domingo Melancólico) tem sido versionada por numerosos cantores, ainda que foi Billie Holiday quem a popularizou em 1941. Segundo a lenda urbana, esta canção tem inspirado centenas de suicídios. Gloomy Sunday foi conhecida como "Hungarian suicide song" ("a canção húngara do suicídio") nos Estados Unidos. É verdadeiro que seu autor, Seress, se suicidou em 1968, mas a maioria dos rumores a respeito da canção são infundados e foram reproduzidos como uma campanha de marketing deliberada.





Domingo Melancólico

O domingo é obscuro, e as horas nunca passam
As mais queridas sombras com as quais vivo são inúmeras
Pequenas flores brancas nunca irão te acordar
Pelo menos não aonde a negra carruagem da dor te levou
Os anjos nunca pensarão em te devolver à vida
Será que eles ficariam bravos se eu pensasse em me juntar a você?

Domingo melancólico

Domingo melancólico, com as sombras com as quais eu convivo
Meu coração e eu decidimos acabar com tudo isso
Logo haverão orações e velas serão acesas, eu sei
Não deixe-os chorar - avisem-os que eu estou feliz em partir
A morte é um sonho, e nela eu estou te acariciando
Com a última respiração de minha alma, estarei te abençoando

Domingo melancólico

Sonhando
Eu estava apenas sonhando
Eu acordo e te encontro adormecido em meus braços
Meu bem...
Meu amor, espero que o meu sonho não tenha te assombrado
Meu coração está te dizendo o quanto eu preciso de você

Domingo melancólico
É absolutamente um domingo melancólico
Domingo melancólico
Domingo...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Rosinha de Valença


Rosinha de Valença toca uma das melhores composições de Baden Powell.




terça-feira, 13 de abril de 2010

Geraldo Filme

Documentario sobre um dos maiores nome do Samba de São Paulo.





Geraldo Filme - Programa Ensaio




segunda-feira, 12 de abril de 2010

Solano Trindade

TEM GENTE COM FOME

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Piiiiii

Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dzier
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ontem

Ah as pedras morrendo no tempo.
Esse sítio de aves repartidas.

Ontem me vi perto do chão, da terra.

Mansamente me vi perto do chão, da terra.

E esse galo, que agora atravessa
O meio das coisas,
Com seu canto,
Veio botar
Dentro
Da terra em cordão
Que trago batendo comigo
O compasso da vida.

Meu coração ditará, um dia,
Não há democracia no país das vísceras,
Quando a narrativa deve terminar.

E assim, na luz que completa a tarde,
Nascerá em mim
A dor das árvores postas,
As pedras, as aves
No passo de existir.

Ontem colhi as roupas dos varais pela nação,
Pela periferia,
Nesse lúcido campo sem centro,
Como se acarinhasse
Com ternura
A mulher que as lava.
E ela adormecia num país justo...

Ontem fui a vida inteira.

terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010